segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Hipertensão na Gestação


A gestação é um período especial, entre tantos aspectos é um período onde a paciente vai ao médico não por ter algo ruim acontecendo, mas por um motivo bom. Quando tem algo errado, hipertensão por exemplo, o médico precisa ter a sensibilidade de saber que aquela paciente não é uma paciente comum. A hipertensão na gestação é um risco a saúde materna e fetal e precisa ser combatida com veemência. Se culminar com a eclâmpsia (falarei dela em outro post) é risco de morte para ambos. Para isso, é fundamental uma excelente interação entre cardiologista e obstetra e a aderência ao tratamento da futura mamãe. A hipertensão na gestação provoca alterações no fluxo placentário e isso é causa frequente de abortamento. 
Pacientes obesas, que já sejam hipertensas, diabéticas ou que já tiveram gestação com hipertensão prévia, eclâmpsia ou pré-eclâmpsia estão sob maior risco de desenvolver hipertensão na gestação.
Vivam com saúde!

domingo, 13 de novembro de 2016

Marcapasso


Recentemente um diagnóstico motivou uma indicação numa paciente relativamente jovem para implante de um marcapasso. Isso normalmente gera uma certa comoção entre o paciente e seus familiares então resolvi falar um pouco aqui sobre isso: o que é um marcapasso cardíaco?
Todos nós temos uma área no coração que é responsável pela geração do estímulo que ativa o músculo cardíaco e que faz com que ele contraia (bata) na freqüência exigida a cada momento. Dessa forma, em repouso ele está mais devagar, se tomamos um susto ou fazemos um esforço físico, ele se acelera. Pois bem, em algumas pessoas, às vezes causado por problemas estruturais do coração ou podendo ser apenas por falha das células responsáveis pela geração ou transmissão desse estímulo, esse mecanismo falha e o coração não bate mais numa frequência suficiente para atender às necessidades do organismo e então algo precisa ser feito para corrigir isso. Medicações, doença coronariana, intoxicações podem causar isso e são causas tratáveis e reversíveis porém, muitas vezes, não tem como reverter e então é necessário o implante do marcapasso. A
cirurgia em si é simples pois o aparelho em fica no embaixo da pele no tórax e, através de uma veia, os cabos com os eletrodos vão até dentro do coração. Ou seja, não abre o peito para implantá-lo. Após o implante, normalmente o paciente tem um grande ganho de qualidade de vida. O coração bate numa freqüência adequada, as quedas acentuadas que podem causar desmaios e descompensações clínicas deixam de acontecer e medicações que causam queda da freqüência cardíaca podem, se necessárias, ser prescritas sem sustos. Cuidados devem ser tomados com campos magnéticos como aparelhos de ressonância magnética e, em caso de necessidade de submeter-se a cirurgia, o uso do bisturi elétrico dependendo da localização da cirurgia pode exigir uma reprogramação do marcapasso.
Ter de implantar um marcapasso não é o fim do mundo, normalmente é um reinício de uma vida com mais qualidade.
Vivam com saúde!

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Você já Sentiu Palpitações


Palpitações, você já sentiu?
É comum na prática diária, essa queixa dos pacientes, muitos se queixam de palpitações que vem a ser, normalmente, sentir o coração bater mais rápido ou irregularidades no batimento. Essa queixa sempre requer uma avaliação cardiológica pois pode ser o ponto de partida para o diagnóstico de uma arritmia cardíaca. E o que são arritmias? São alterações do ritmo cardíaco que podem ser pra mais rápido (taquicardia), pra mais devagar (bradicardia) ou apenas irregular. Na maioria das vezes os sintomas de palpitação vem em fases mais estressantes da vida e na investigação não é encontrado nada de mais grave porém uma parcela significativa dos queixosos a investigação acha sim arritmias mais ou menos perigosas que requerem tratamento. Arritmias podem ser causa inclusive de morte súbita e uma avaliação minuciosa deve ser feita, várias substâncias e medicamentos além de hábitos de vida concorrem para melhorar ou piorar sintomas de arritmias. 
Você sente palpitações? Procure um cardiologista e viva com saúde!

sábado, 5 de novembro de 2016

Obesidade e Testosterona


Podemos enumerar várias causas aqui para combater a obesidade, todas elas relacionadas com saúde e com qualidade de vida e existe todo aquele lugar comum quando falamos que o obeso tem mais hipertensão, tem mais diabetes, tem mais doenças do coração, tem mais problemas ortopédicos, etc. Porém tem algo que é pouco dito que é a associação da obesidade com baixa disponibilidade de testosterona para o homem. Os mecanismos metabólicos da obesidade também alteram o funcionamento da hipófise, que resulta em redução da estimulação do testículo para a produção de testosterona. Além disso, o tecido gorduroso não só preenche espaço e aumenta peso, ele secreta e metaboliza substâncias e faz, inclusive, conversão da testosterona em estrona (hormônio feminino), contribuindo assim ainda mais pra redução dos níveis de testosterona. 
O homem com baixa de testosterona apresenta vários problemas: desânimo, perda de libido (interesse sexual), perda de força muscular, depressão além de piora dos metabolismos da glicose e das gorduras. 
Vivam com saúde!

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Angioplastia Coronariana


A angioplastia coronariana é um procedimento realizado para desobstrução de uma artéria coronária que esteja total ou parcialmente obstruída por placas de gordura e/ou coágulos. Consiste em ir com um cateter até o local da obstrução, ultrapassá-la, nesse cateter existe um balão em sua extremidade e esse balão é inflado no local da obstrução, empurrando de lado as paredes da artéria e abrindo a oclusão. Quase na totalidade dos casos, após a obstrução ser aberta pelo balão, é colocado ali uma prótese chamada de stent. Este visa impedir o retorno da lesão para que o vaso permaneça aberto. 
Um dos grandes erros dos pacientes é achar que o problema está resolvido, que uma angioplastia com implante de stent é garantia de artéria aberta para sempre e não é! O stent pode fechar, pode aparecer nova obstrução, pode aparecer um coágulo dentro do stent. Por isso, após esse procedimento, toda medida de vida saudável somado aos remédios obrigatórios nesse caso, fazem-se necessários para que não aconteça novamente.
Remédios + atividade física + alimentação saudável + controle dos marcadores sanguíneos aumentam sobremaneira o sucesso a longo prazo do procedimento. 
O trabalho mais eficaz do cardiologista é que o paciente jamais venha a precisar de tal procedimento.
Vivam com saúde!

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Não Confie em Sintomas


Não confie nos sintomas ou na ausência deles.
Infarto nem sempre dá dor no peito! Esta pode ser no ombro, no braço, no pescoço, na mandíbula, nas costas e pode até não existir. Pode ser um desconforto ou apenas um cansaço ou falta de ar sem sensação de dor.
Muitos relatos de infartos com sintomas frustros, leves ou até ausentes que só de descobre em exames depois e aparece lá num eletrocardiograma ou num ecocardiograma que o paciente já teve infarto "silencioso" que passou desapercebido.
Os diabéticos são especialmente afeitos a apresentar tais modalidades e os sinais e sintomas devem ser avaliados com ainda mais critério nesse grupo. 
Idosos também são frequentemente vitimados por infartos sem que hajam sintomas dramáticos.
Aliás, em qualquer população, aquela cena clássica de novelas ou filmes em que o paciente coloca a mão no peito, sente uma dor lancinante e cai desfalecido acontece numa porção muito pequena das pessoas que sofrem um infarto do miocárdio.
Fiquem atento aos fatores de risco: hipertensão, diabetes, idade, sedentarismo, colesterol elevado, tabagismo, quem tem história na família de pessoas que sofreram infarto e cuidem-se.
Vivam com saúde!

domingo, 23 de outubro de 2016

Cateterismo Cardíaco

Exame que muitas vezes causa calafrios em quem tem a notícia que vai precisar submeter-se a ele e também nos familiares, o cateterismo cardíaco (cujo nome correto é cineangiocoronariografia) ainda assusta a maioria dos pacientes.
Neste exame  um cateter é introduzido pela artéria femoral (região da virilha) ou pela artéria radial (no pulso) e é introduzido até chegar ao coração. Ao chegar em sua posição adequada, o contraste é injetado e este contraste vai desenhar as artérias coronarianas e mostrar com grande capacidade de acurácia, se existem obstruções, anomalias e junto com o quadro do paciente, orientará o médico ou equipe assistente a tomar a decisão terapêutica mais adequada.
Riscos: embora de baixa incidência, o cateterismo tem riscos potenciais  ao paciente. exposição a radiação (é um exame radiológico), o risco da punção da artéria (femoral ou radial) onde pode acontecer acidentes como lacerações, sangramentos importantes, desenvolvimento de pseudo-aneurismas, infecção no local da punção e trombose da artéria.
Existe o risco da passagem do cateter que pode, embora raro,
lesionar a artéria pela qual está passando e existe o risco da infusão do contraste. O contraste usado é iodado, existindo assim uma incidência considerável de reações alérgicas ao iodo e, além disso, tem a toxicidade renal do contraste.
Limitações: o exame requer um maquinário caro e grande, uma sala específica montada para sua realização e portanto não está disponível em qualquer hospital. Além disso, é  um exame unidimensional, imagens de vasos sobrepostos pode enganar uma visualização menos cuidadosa. Para este segundo problema, as máquinas giram em torno do paciente, captando vários ângulos da mesma imagem.
É um exame de imensa importância na prática médica, mostra precisamente onde está a obstrução coronariana que causa um infarto e permite seu adequado tratamento. Como não é um exame isento de riscos, suas indicações devem ser precisas e respeitadas.
Como sempre, o melhor é não precisar de um.

Vivam com saúde!