domingo, 6 de outubro de 2013

Cardioversor Desfibrilador Implantável (CDI)


         Como o último texto foi sobre marcapasso, hoje complemento falando sobre o que foi uma grande evolução dos dispositivos implantáveis. Após o desenvolvimento dos marcapassos, que protegem do coração bater devagar demais, arritmias graves, que colocam o paciente em risco de morte súbita (também já falado aqui anteriormente), tiveram sua história modificada com o advento dos cardioversores desfibriladores implantáveis (CDI).
            O que são desfibriladores?
            São dispositivos capazes de descarregar cargas elétricas e, com isso, organizar a atividade elétrica do coração. Eles são aqueles aparelhos que aparecem em filmes que, durante uma parada cardíaca, os médicos colocam as pás no tórax do paciente, vem aquele choque que arqueia o corpo do paciente, e o paciente então revive.
            Anteriormente, tudo dependia do paciente chegar em tempo hábil numa emergência para que houvesse tempo e chance de ser desfibrilado. Com o advento dos desfibriladores implantáveis, um aparelho implantado como um marcapasso, com bateria sob a pele do tórax e com cabos e eletrodos que vão até o coração, é capaz de monitorar o ritmo cardíaco e caso venha uma arritmia potencialmente fatal com possa ser tratada com um choque, ele dá tal choque e com uma taxa de êxito bem grande, consegue reverter para o ritmo normal.

            Claro que um aparelho complexo dessa magnitude não é isento de problemas, existe ainda uma taxa considerável de choques inapropriados e algumas falhas ainda acontecem. Os CDIs também trazem um histórico do que aconteceu, quantos choques foram dados e traz boas informações para que o médico tome as atitudes cabíveis. Sem dúvida, foi uma das grandes invenções médicas e salvam uma quantidade considerável de vidas nos dias atuais.

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